Review: Limbo



Os games pra Xbox Live Arcade cada vez me surpreendem mais. O que começou com títulos simples foi melhorando a olhos vistos com o passar do tempo a partir do momento que a Microsoft resolveu aumentar o limite de 50MB por jogo que ela impunha. Com isso os desenvolvedores puderam trabalhar melhor e nos apresentar verdadeiras pérolas que poderiam perfeitamente serem vendidas em DVD, como Braid, Shadow Complex e, o mais novo sucesso, Limbo.

Avaliação:

Produtora: Playdead
Data de Lançamento: 21/07/2010
Plataforma: Xbox Live Arcade
Estilo: Plataforma/Puzzle

A primeira vez que Limbo apareceu foi em um video em 2006, de lá pra cá foi criada uma expectativa enorme a respeito dele, e toda essa expectativa é justa. O jogo começa com o menino acordando no meio de uma floresta, sem te dar nenhuma explicação do motivo, o que você sabe é que tem que sair andando e vencendo obstáculos. Segundo a descrição da Microsoft, o título nada mais é do que a busca da irmã do personagem, esse é o máximo de informação que temos. Tudo é muito simples e ao mesmo tempo muito bem trabalhado, a começar pelos gráficos em tons monocromáticos que podem causar uma certa estranheza no começo, mas contribuem muito para o clima minimalista, até chegar a uma física muito bem trabalhada e que funciona perfeitamente. Os controles são bem intuitivos, só são usados o direcional e dois botões, um para pular e outro de ação, como virar uma alavanca ou empurrar um tronco.

Limbo se baseia nessa premissa simples de sair andando e ultrapassar obstáculos, e às vezes temos que voltar um pouco para achar soluções. Cada um desses obstáculos possui sua maneira particular de ser vencido e cabe ao jogador buscar o que fazer na situação apresentada. Não existe barra de life, errou, você está morto, não existe segunda chance e as mortes não são nada agraváveis. Vão desde um lento empalamento, a desmembramento e decaptação, sem choro nem vela. A vantagem é que existem vários checkpoints, quando o personagem morre ele volta logo atrás do ponto onde sucumbiu, isso evita a frustação de ter que percorrer um longo caminho de volta, o que poderia tornar a aventura bem entediante.

Mas vamos falar dos desafios apresentados. Não chegam a ser difíceis, na verdade são simples e às vezes estão tão claros que quando o jogador percebe o que deve fazer não consegue entender porque não pensou naquilo antes. É preciso avaliar bastante o ambiente a sua volta, entender toda a mecânica do game e utilizar o que tem a sua disposição da melhor forma possível. Às vezes, como citei antes, é preciso voltar um pouco no cenário e buscar algum item fundamental que esteja pra trás, esse tipo de situação acontece com uma certa frequência, então é muito importante estar sempre ligado no que ocorre e aparece. Não podemos esquecer dos inimigos que surgem pra dificultar mais ainda seu caminho, como uma aranha gigante ou outros personagens atirando dardos e jogando armadilhas, saber a forma exata de evitá-los, fugir e derrotá-los também é um dos segredos que precisamos descobrir.

Enfim, apesar de custar 1200 MS Points (e ele vale isso), posso dizer que Limbo é um presente inesquecível para todo jogador, aliás, é agradável até ver outra pessoa jogando. Não é muito longo, mas te prende a cada minuto. No final das quase 5hs de jogatina as imagens continuam povoando sua mente, tenho certeza de que ninguém que já terminou tenha conseguido resistir a um replay, seja para conseguir achievements ainda não liberados ou simplesmente para revisitar o incrível universo criado pela produtora. É impossível dar uma nota menor do que a máxima para esta obra de arte em forma de game.

This video was embedded using the YouTuber plugin by Roy Tanck. Adobe Flash Player is required to view the video.


por Felipe Vairo em 27 de julho de 2010
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